April, 2009
da alma dos artistas…
155.
A crença na inspiração.
Os artistas têm interesse em que se creia nas intuições repentinas, nas chamadas inspirações; como se a idéia da obra de arte, do poema, o pensamento fundamental de uma filosofia, caísse do céu como um raio de graça. Na verdade, a fantasia do bom artista ou pensador produz continuamente, sejam coisas boas, medíocres ou ruins, mas o seu julgamento, altamente aguçado e exercitado, rejeita, seleciona, combina; como vemos hoje nas anotações de Beethoven, que aos poucos juntou as mais esplêndidas melodias e de certo modo as retirou de múltiplos esboços. Quem separa menos rigorosamente e confia de bom grado na memória imitativa pode se tornar, em certas condições, um grande improvisador; mas a improvisação artística se encontra muito abaixo do pensamento artístico selecionado com seriedade e empenho. Todos os grandes foram grandes trabalhadores, incansáveis não apenas no inventar, mas também no rejeitar, eleger, remodelar e ordenar.
Friedrich Nietzsche. Humano, demasiado humano: um livro para espíritos livres; tradução Paulo Césa de Souza – São Paulo: Companhia das Letras. São Paulo, 2000.
chris anthony

+ chris anthony } via lost art
Glória
A antiga praça do Russel se chama Luís de Camões, tem uma estátua gigantesca de São Sebastião e um memorial esquisito com um cabeção dourado do Getúlio Vargas. E ainda fazem um cinema subterrâneo sem sinalização…











